(Tradução, com permissão do autor, do texto presente em [1], publicado em junho de 2020)
| Arte por Jenny Hellström, via ArtStation... |
Personagens não jogadores [PNJs, ou NPCs: non-playable characters] envolventes são uma das ferramentas mais poderosas no meu kit de mestragem de jogo.
Quanto maior a importância do PNJ para os acontecimentos do jogo, mais interessante e emocionalmente envolvente quero tornar o personagem. Adversários são especialmente importantes. Todo mundo adora um bom vilão. Isso pode determinar a qualidade da experiência de um RPG tanto quanto determina a qualidade de uma história.
Não dedico muito esforço a um PNJ menor como o “Guarda da Torre #3”, além de um bloco de estatísticas de uma única linha. Para PNJs que aparecerão várias vezes ao longo de uma campanha ou aventura, então dedico mais esforço para garantir que chamem a atenção dos jogadores. A quantidade de esforço varia de acordo com as intenções que tenho para aquele personagem.
Propósito
A primeira coisa em que penso é no propósito que esse PNJ irá cumprir.
Esse PNJ é um vilão, um herói, um recurso/aliado para os personagens dos jogadores, alguém que acrescenta verossimilhança (construção de mundo [worldbuilding]) ou uma fonte de informações?
Minha principal preocupação é definir a principal maneira como eles irão interagir com os personagens dos jogadores. Essa decisão determina quanta informação preciso e a natureza desses detalhes. Se o PNJ for um contratante de missão ou uma fonte de informações, provavelmente não preciso criar um bloco de estatísticas ou uma lista de recursos além daquilo que será útil aos jogadores. Um vilão exigirá informações diferentes.


