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domingo, 21 de junho de 2026

Barrowmaze presencial {AD&D1e + OSRIC}: 1º post sobre, e relato da 13ª sessão.

Salve!

A Mesa

Como é meu primeiro post sobre essa mesa, falarei um pouco dela em termos gerais antes de fazer o relato de nossa última sessão. Em abril de 2025 iniciamos uma campanha presencial de Barrowmaze utilizando AD&D1e com suporte de OSRIC. Os jogos são mensais, portanto, jogamos de maneira despretensiosa uma vez que todos sabemos do tamanho do módulo. Já jogamos mais de uma vez no mês assim como também já ficamos um ou outro mês sem jogar, e assim vamos seguindo, afinal, é a maneira que dá, por razões que todos sabem como é: trabalho, família, e tudo o mais.

Venho fazendo algumas postagens com relatos dessa mesa em alguns grupos e servidores, e nos meus perfis pessoais também. A intenção é mais para fins do registro, compartilhamento e divulgação, do que qualquer outra coisa. Costumo postar um bocado de fotos, mas é apenas uma parte, pois costumamos fazer vários registros, que ficam num arquivo do grupo. Também estamos jogando uma mini campanha de Gloomywood [1], utilizando o sistema D&D B/X através do retroclone OSE, que também costumo postar alguns registros.

Decidimos usar grid de batalha e o máximo de regras que conseguimos assimilar por enquanto, sem arrependimentos. Pessoal tem algumas miniaturas e cenários, no dia de jogo cada um traz o que pode e assim acabamos juntando uma boa quantidade de miniaturas e props, tokens, etc, que dá pro jogo fluir legal nesse sentido, pois acaba funcionando de maneira modular, onde conseguimos reproduzir satisfatoriamente a maioria dos cenários de batalha que temos necessitado: um grid grande, pincéis para riscar, alguns tokens e miniaturas, algum cenário como portas, muretas e árvores, e boa, tem nos atendido muito bem, sabendo claramente que nada disso é necessário para jogar, mas como no momento estamos em condições de jogar utilizando esses materiais, assim o temos feito. E temos apreciado jogar assim, não gastamos muito tempo montando cenários e cada vez mais vamos pegando o jeito para as coisas ficarem mais objetivas e fluídas, buscando o equilíbrio entre simplicidade, praticidade e sofisticação e elegância. Surgiu uma criatura no jogo que não tem miniatura? Sem problema: coloca um token e boa, normal, ou então até mesmo alguma outra miniatura parecida, etc. Utilizamos mais para demarcar ordens de marcha, posicionamentos, combates, claro, e uma ou outra sala (ou cenário) que os próprios jogadores vão armando enquanto vamos jogando (eu descrevendo o ambiente enquanto  os jogadores exploram e interagem). Qualquer tempo utilizado montando o cenário é encarado como parte do jogo e mesmo assim nunca é muito tempo, além disso a conversa continua girando em torno do jogo. Enfim, tem sido totalmente válido aqui pra gente.

Eu também jogo online, e gosto muito também, nada contra. Na verdade é o jogo online que possibilita nossos grupos avançarem em campanhas longas que perduram até hoje, nos permitindo experimentar outras camadas do jogo [2] além do mudcore, em função de sua praticidade para nos reunirmos para jogar, o que garante mais frequência de sessões. Inclusive temos uma mesa de Barrowmaze online que caminha para os seus 7 anos de existência em suas pouco mais de 200 sessões, estou devendo um post sobre ela. Mas o jogo presencial tem sua magia: tomar uma cerveja com os camaradas, a zoeira e também os momentos emocionantes e tensos, a imersão, acontece de outra forma, de maneira singular. Nada de errado com o jogo online, mas enquanto eu puder, não abrirei mais mão de um jogo presencial, mesmo que seja mensalmente...

sábado, 1 de novembro de 2025

Fechando um ciclo de campanhas de "megadungeons" {bom, nem tanto...}.

Salve!

Um breve relato superficial sobre minha experiência com esses módulos de campanha centrados em "megadungeons"... Muito poderia ser dito, mas desta vez optei por não entrar nos pormenores...

Recentemente encerrei duas mesas online de campanhas que estavam acontecendo há algum tempo, mesmo que de maneira arrastada. Sim, encerrei mais uma mesa de The Forbidden Caverns of Archaia e outra de Highfell: The Drifting Dungeon. Neste post pretendo comentar um pouco sobre essas experiências e um pouco sobre esse tipo de campanha em geral.

Provavelmente teremos uma longa postagem {sopra o 'p' que vira 'b'!}...

Megadungeons

Como alguns sabem, conheci o RPG em 1995, através do First Quest, uma espécie de "starter set" que foi trazida para o Brasil, para a 2ª edição de Advanced Dungeons & Dragons. De lá até aqui foram alguns percalços, mas digo que joguei todas as edições a partir da 2ª, em maior ou menor grau, e confesso que sempre senti falta de algo desde que abandonei a 2ª edição, e não era nostalgia... Assunto para outro post.

Então em 2017 conheci o OSR, tardiamente. E logo caí de cabeça, na medida da minha capacidade. Desde 2019 eu comecei a rodar módulos de "megadungeons", pois sua proposta havia me fisgado de vez. Lembro que na época abri umas 4 mesas de Barrowmaze e outras de Archaia. O porquê disso, explico.

sábado, 30 de agosto de 2025

Iniciando um passeio em Gloomywood com os filhotes...

Salve!

Na peleja contra homens-sapo na escuridão das matas de Gloomywood...

Em comemoração a um ano do blog, resolvi fazer um relato de duas sessões que tive com meus filhos presencialmente neste mês de agosto de 2025. Agradeço a todos os leitores e leitoras dessas traduções no blog, faço votos de que sigam em frente com seus jogos! Vou inaugurar uma TAG aqui, "Relato de Sessão", reunindo alguns relatos de jogos, sejam online ou presenciais, sem compromisso, porém, imagino que serão grandes, como esse. Já peço desculpas por isso e vamos lá.

Ao final do relato das sessões fiz alguns comentários por alto sobre o jogo.

Voltando aos meus filhos, fazia tempo que não jogávamos. Jogamos algumas vezes The Black Hack e D&D B/X. Então aproveitando o hiato de jogos online (e os presenciais também!), os convidei para mais uma jogatina. Dessa vez combinamos de iniciar uma mini campanha, e já que nós três não nos encontramos tanto, decidimos que as poucas vezes em que jogarmos, jogaremos esta campanha até esgotá-la (ou nos enjoarmos dela). Um bom camarada, o Megarato, me indicou o Gloomywood [será traduzido!] enquanto algo simples e rápido para jogar: um mini cenário de Gabor Lux, que imediatamente tratei de ler, onde concluí ser algo interessante para rodar com os filhotes. Atualmente minha filha tem 12 anos e meu filho 16.

O Vale de Gloomywood...

Escolhi D&D B/X para jogar com eles, através do retroclone Old School Essentials. Eles não tiveram problema com nenhuma mecânica que apareceu no jogo, conforme previsto por mim e projetado pelo próprio jogo, testado pelo tempo. Bom, talvez uma ou outra dificuldade nada incontornáveis. Criamos dois personagens para cada um dos meus filhos e eles decidiram jogar apenas com um deles e deixar o outro de reserva, caso morressem. Lembrei os filhotes de alguns conceitos básicos do jogo como alta letalidade, XP por ouro, expliquei um pouco sobre a liberdade de ação, a lógica do sandbox, e também tentei explicar que a agência era deles.

Como MJ, rodei o módulo mudando um pouco as tabelas de encontros, quantias de inimigos e tesouro, executando os procedimentos normalmente como rolagem do clima, encontros aleatórios, tempo de viagem, uso e contabilidade de munições e suprimentos, taxa de movimento baseada em peso dos PJ, etc, e improvisando em cima do material e das ações dos jogadores. Tem um spoiler do módulo nos relatos.

1ª sessão: Deixando o vilarejo de Kars para ganhar o Vale de Gloomywood...