(Tradução, com permissão do autor,
do texto presente em [1], publicado em julho de 2024)
Há
alguns anos, decidi que não iria mais me referir ao que eu faço
como "interpretação de papéis" (Roleplaying) e, em vez
disso, passei a chamar essas atividades (o que eu antes chamava de
"RPGs") de "Fantasy Adventure Game"
(Jogos de Aventuras de Fantasia) (ou "FAGs", para
encurtar). Sei que já fazia isso desde 2013, pois fui muito
cuidadoso em omitir qualquer menção à frase "interpretação
de papéis" no meu jogo publicado Five
Ancient Kingdoms. Veja bem, eu queria acabar com qualquer
confusão sobre como eu (como designer) pretendia que meus jogos
fossem jogados.
Claro,
o termo “jogo de aventura de fantasia” não é original da minha
cabeça… Tenho quase certeza de que roubei o termo diretamente da
minha cópia de Moldvay (Basic). “Livro Básico do Jogo de Aventura
de Fantasia” está escrito bem ali na capa (o conjunto expert de
Cook/Marsh diz “Livro Expert do Jogo de Aventura de Fantasia”). O
primeiro parágrafo da introdução de Moldvay começa assim:
“Jogo
de Aventura de Fantasia DUNGEONS & DRAGONS (”O Jogo de D&D”
para encurtar) é um jogo de aventura de interpretação de papéis
para pessoas de 10 anos ou mais…”
É um bom termo
para o que o jogo é… “Aventura de Fantasia”, duh… E,
acredito, ajuda a colocar a mente na direção certa do que
deveríamos fazer quando nos sentamos à mesa de jogo. Que não haja
confusão! Estamos aqui para jogar
um jogo
de aventura de fantasia;
não estamos aqui para encenar, explorar personalidades alternativas
ou criar narrativas encantadoras… Todas
coisas que o termo “interpretação de papéis” passou a
representar.